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A verdade Sobre a Mentira



Se vos permanecerdes na minha palavra,verdadeiramente,sereis meus dicipulose conhecereis a verdade e a verdade vós libertara. João 8:31-32
As "palavras certas" no convívio com os outros
são cada vez mais pura mentira. Pois apresentar a verdade em doses reduzidas facilita a vida. Os americanos chamam essa "forma elaborada" de comunicação de "mentiras brancas". Aqueles que sempre dizem a verdade são considerados irremediavelmente ingênuos. Além disso, eles facilmente ganham inimigos. Calcula-se que uma mentira vem aos nossos lábios cerca de 200 vezes por dia, em média uma a cada 5 minutos. Começando por falsos elogios ("Você está com excelente aparência!") até mentiras descaradas ("Hoje eu não posso ir ao escritório, estou gripado").


O objetivo da educação diplomática: as crianças já aprendem desde cedo que é melhor não dizer à sua antipática tia que acham o beijo lambuzado dela nojento. A alegria dissimulada da mãe ao receber o presente de Natal inútil, os doces escondidos furtivamente e a lei do silêncio sobre inconvenientes familiares são modelos e treinamento para as mentiras diárias no futuro.

Entretanto, as crianças só compreendem a necessidade de mentir entre o segundo e quarto ano de vida, e isso ocorre tanto mais cedo quanto mais inteligentes elas forem. Até então elas não sabem distinguir entre fantasia e realidade. Quando descobrem, então, quão refinadamente é possível lograr os outros, elas o fazem primeiramente em proveito próprio – a fim de evitar castigos ou para receber alguma recompensa. Mais ou menos a partir dos oito anos de idade elas aprendem a diferenciar a simpatia verdadeira da falsa.

Entretanto, como em todas as questões relativas à vida, também sobre a mentira somente a Bíblia – e não quaisquer "pesquisadores da mentira" – pode nos dar a melhor orientação. Ela nos mostra que a mentira não é um mistério, conforme diz o artigo citado, mas um pecado há muito revelado. A mentira consiste em rejeitar a verdade de Deus. Sobre os mentirosos está escrito: "Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira..." (Rm 1.25). Por isso a mentira se estende por toda a história da humanidade. Ela é a culpada pela queda do homem e causa de todos os sofrimentos e de muitas lágrimas.

A mentira não tem sua origem na evolução, mas em Satanás – ele é chamado "pai da mentira". O Senhor Jesus Cristo mostrou isso de maneira inequívoca quando disse: "Vós sois do Diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque eu digo a verdade, não me credes" (Jo 8.44-45). Assim, o pecado só entrou no mundo por meio da mentira, pois Satanás enganou os primeiros seres humanos através da mentira: "É certo que não morrereis... mas sereis como Deus" (Gn 3.4-5). A realidade da mentira e do pecado em si falam contra a evolução e a favor do relato da Bíblia, de que somos uma criação caída.

Com toda a certeza a mentira não é indicação de inteligência, mas um sinal característico de uma vida sem Deus, que não ama a verdade e é a identificação de uma natureza pecaminosa. Em 1 João 2.21 está escrito: "...mentira alguma jamais procede da verdade." Por isso, a crescente tendência para a mentira em nossos dias também é um sinal evidente dos tempos finais: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Tm 4.1-2).

Como a mentira é o oposto exato da verdade de Deus e assim rejeita o próprio Deus da maneira mais grosseira, ela também será julgada com dureza pelo Deus santo. No último livro da Bíblia está escrito duas vezes com inequívoco rigor:

– "
Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Ap 21.27).
– "
Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira" (Ap 22.15).
Parece que o pouco de verdade que há no artigo citado é que uma inverdade passa pelos nossos lábios aproximadamente 200 vezes por dia. Em face desta realidade da mentira, como deveríamos tremer diante da verdade que o próprio Senhor Jesus descreve assim: "
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mt 12.36).
Somente estas poucas afirmações da Bíblia nos colocam diante da verdade de que nenhuma pessoa pode ser salva por meio dos próprios esforços. Bastaria pensar isso, para mentir a si mesmo. Mas, Jesus Cristo veio para isto: Ele, a Verdade de Deus em pessoa, a fim de tomar sobre si a nossa culpa, para que nós, exclusivamente pela graça, pudéssemos ser libertos da mentira. Por isso o Senhor Jesus diz em outra passagem: "Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.31-32). Verdade é reconhecer a mentira como aquilo que ela é: um pecado que nos separa de Deus. Mas verdade também é saber que podemos confessar a Jesus a mentira e todos os nossos outros pecados e pedir perdão. Verdade também é que, então, podemos aceitar o perdão pela fé e com gratidão. Aquele que fizer isso com sinceridade e de todo o coração, receberá o perdão (1 Jo 1.7 e 9), pois Deus não pode mentir.

(Norbert Lieth)
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E QUANDO O CORAÇÃO CONGELAR?

Não era a sua intenção que isso acontecesse, mas aconteceu. Pronto! Agora precisa achar a solução. A saída de volta. O retorno ao calor de sua existência. Precisa encontrar o caminho de volta ao gosto pela vida... Ao desejo pela paz incomparável que possuía em tempos nem tão remotos assim...


Está bem... Não faltaram motivos para que seu coração chegasse a se parecer com esse picolé feito de água e fel, mas sempre existiu um atalho para o caminho da paz interior e do céu. Você não viu?



Está bem... Te elegeram para inimigo. Mexeram com seu umbigo e agora é você quem sofre o castigo. Não é justo o que fizeram contigo... "Esses malditos!"

Jogaram o jogo sujo sem que você entrasse em campo. Sujaram a sua inocência como que por encanto. Desafinaram seu instrumento e estragaram o seu canto. Que desencanto!

Magoaram a sua alma e te fizeram perder a calma. Azedaram seu sorriso e picharam seu paraíso. Difamaram sua existência sem o mínimo de decência. "Quanta demência!"
Você agora tenta com suas forças perder o pouco que restou de sua dignidade e orgulho e com isso se livrar da mágoa que mais parece um montão de entulho. Grita por socorro ao Senhor do tempo e da existência como quem pede clemência sem paciência... Não é fácil, pois o orgulho parece impregnado na alma da gente, e quando se solta, leva a pouca dignidade que nos resta pra sempre.

Mas não há outro jeito de arrancar essa mancha, sem que a perda não seja grande pra caramba... Sem que não seja um perdão... Um perdãozão! Ainda mais se tudo isso estiver por dentro de um congelado coração . Não é fácil não...

Todavia, é possível que o socorro chegue para reaquecimento das nossas emoções e com isso derreta o gelo que envolve nosso coração.

Quando uma oração se fizer... E Deus responder quiser... Quando esse gelo derreter e o coração outra vez ferver, a mágoa vai cair, você vai ver! O orgulho vai morrer para dá lugar a paz que retornará para dentro de você.

"Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos." (Salmos 6 : 7)

O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração (Salmos 6 : 9)
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' F I C A R '

Ficar - "o que importa é a satisfação pessoal, a sensação do momento" transformando os relacionamentos em felicidades momentâneas.

Segundo algumas pesquisas, ficar é:

* Ficar é você passar um tempo com a pessoa, sem compromisso com ela;
* É curtir um momento a dois;
* Você pode ou não voltar a se encontrar;
* Ele(a) pode ou não ligar para você depois;
*Acontece na festa, no cinema, na lanchonete, no shopping, na praia, no clube, na escola, no acampamento, no congresso, etc.;
* Olhou, gostou, ficou;
* Estão incluídos: beijos, abraços, "amassos" e, dependendo do casal, pode até incluir o motel.

Desvantagens no Ficar:

* as mulheres ficam mal faladas;
* O relacionamento é superflúo, não se aprofunda a amizade;
* A atração sexual vem em primeiro lugar.Não há interesse pelo que você é;
* Gera um sentimento de ser um produto descartável, tipo usa e joga fora;
* Pode acontecer uma gravidez indesejada;
* É egoísta. O que está em jogo é muito mais os "meus" desejos, as "minhas"necessidades, o "meu prazer".

O que "Deus" Pensa

Algumas passagens bíblicas nos orientam quanto aos nossos relacionamentos, sejam eles amorosos ou de amizade. E o nosso corpo? O que Deus espera de nós? E o que deve ocupar a nossa mente?

I Cor 6 18-20- "Fugi da impureza.Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do
corpo;mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso não sabeis que o vosso corpo e santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois glorificai a Deus no vosso corpo".

Outras passagens para reflexão: I Cor 13 4 à 7; I Cor 6 12 e 13; Prov 4:23; Prov 5 20 e 21; Prov 7 7-27; I Tess 4 3 à 8; 2 Tim 2:22 - Filip 4.8
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O vicio de errar


Mesmo sabendo das consequências de cada ato errado, nós seres humanos muitas vezes temos a mania de não dar a mínima, pois o desejo de fazer é sempre maior do não fazer.



Alguns são obcecados pela adrenalina do que é errado, escondido e proibido e usam como esconderijo de suas fraquezas os becos, o famoso cantinho escuro e o quarto trancado aonde ninguém pode ver, dentre outros lugares. O vício do errar leva à uma pulsação constante de sempre querer mais, abugalhando os olhos e revelando a fome da carne e o grito da alma, tornando uma obrigação pecar, mostrando que o prazer é bem maior e que está no controle de nossas vontades.


Famintos muitos vão ao extremo de suas vontades, tornado loucura alguns atos mesmo parecendo algo suicida, cavando sua própria cova para apenas saciar-se. Na bíblia diz:


"Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo." 1 João 2:16


O prazer deste mundo esta na vitrine da loja do pecado, portanto devemos abandonar os prazeres deste mundo, pois não procede do Pai, como diz o versículo. Todos nós sabemos que não é fácil abandonar o mundo, especialmente quando alguns prazeres são vícios, a solução está em ir até Jesus:


"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Mateus 11:28


Jesus ele é o único que pode preencher o nosso vazio e substituir nossos erros viciosos por algo que gera vida e não prisão e vício.
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Celular X Bíblia…quem ganha essa disputa?


Um pergunta que todos devem se fazer diariamente, quem ganha essa disputa na minha vida, CELULAR OU A BÍBLIA?

Para responder a essa pergunta vamos ler alguns versículas para meditação…

Salmo 119.11 Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.
Salmo 119.15 Em teus preceitos medito, e observo os teus caminhos.
Salmo 119.17 Faze bem ao teu servo, para que eu viva; assim observarei a tua palavra.
Salmo 119.105 Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.

Bem amados leitores, se colocarmos no papel quantas veses olhamos, ligamos, carregamos, pegamos este objeto na mão, objeto muito “precioso”? em nossos dias, objeto no qual pessoas não saem de casa sem, objeto que no extremo…pessoas não vivem sem…

Parou…pensou…é, não vou pegar leve não, quantas veses você olha, mexe, carrega, pega, liga, manda mensagem, recebe mensagem, recebe ligação, bate foto…

Quase não da para contar… agora imagine se com a maravilhosa Palavra de Deus, você fizesse o mesmo, levasse ela onde você estiver, claro que apenas carregar não adiantaria…e se você lesse ela todos os dias, meditasse em seus preceitos diariamente…

Com certeza sua vida seria outra…um objeto tão fútil, toma conta da vida de uma pessoa, mas o que deve tomar conta de nossa vida é o SEnhor Deus, criador dos céus e da terra….o Glória…


Seja verdadeiro com você mesmo, quanto tempo você tem dedicado para a leitura da Palavra de Deus, ou como está a sua vida espiritual, como está seu “bate-papo” diário com Deus…

Faça este comparativo em sua vida a partir de hoje… não deixe pasar em branco o seu dia…medite na Palavra de Deus, seja fiél e terás as bençãos em sua vida…

Deteronômio 11.13 E há de ser que, se diligentemente obedeceres a meus mandamentos que eu hoje te ordeno, de amar ao Senhor teu Deus, e de o servir de todo o teu coração e de toda a tua alma,
14 darei a chuva da tua terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhas o teu grão, o teu mosto e o teu azeite;
15 e darei erva no teu campo para o teu gado, e comerás e fartar-te-ás.

O Senhor tem bençãos através da sua Palavra para nossas vidas, avalie-se neste sentido, aqui vai mais um alerta ao modernismo descontrolado…

Que a paz e a graça de Deus esteja com todos amém…
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A Samaritana, Coca-Cola e Jesus


Por Ricardo Gondim


Às vezes a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).

Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?

No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.

Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.

Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.

Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.

Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”. Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.

O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões... observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.

Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).

Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.

***
Fonte: Momentos de Reflexão
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Igreja xiita!



Igreja xiita! Sim, xiita e preconceituosa, que ensina os crentes que a santidade está em abandonar a calça jeans e usar uma saia comprida até na canela; que mente aos homens dizendo que jogar futebol é coisa do diabo, e onde o pecado é definido e redefinido segundo o achômetro do pastor.

Tenho muita pena dos membros dessas igrejas, pois sei que no final de tudo eles são vítimas. São vítimas de uma liderança farisaica que se encerra dentro de um caixote, e de líderes avestruzes que enfiam a cabeça na terra para não enxergar o que acontece no mundo. Avestruzes que não assistem televisão, mas vivem pendurados na internet. Avestruzes desinformados que enfiam a cabeça na terra e não vêem a real necessidade do mundo! Avestruzes que falam de missões, mas a missão que eles conhecem não vai mais longe do que o famigerado congresso do Balneário Camboriú. Avestruzes que enfiam a cabeça na terra e depois reclamam quando alguém mete bala no seu rabo (*).

“Ai!!! Quem foi que atirou no meu rabo?”. Como é que o avestruz vai saber? Ele estava com a cabeça dentro do buraco e não viu quando, por causa desses extremismos, o mundo começou a zombar de nós. E quando, por causa da sem vergonhice gospel, a globo começa a falar mal dos crentes, o avestruz reclama, diz que é perseguição da mídia... Pobre avestruz.

As vezes me pergunto o que aconteceria se Jesus viesse hoje à terra, da mesma forma que há 2 mil anos atrás. O que aconteceria se os crentes evangélicos vissem Jesus comendo na casa de político corrupto, ou conversando com a “Bruna surfistinha” sozinho no banco da praça? O fariam os nossos tradicionais irmãos, aqueles dos “bons costumes”, se vissem uma mulher de calça jeans e brinco de argola, acariciando os pés de Jesus, beijando e enxugando-os com seu cabelo. O que faria essa gente quando Jesus proferisse seu famoso discurso de Mateus 23, e bradasse em alto e bom som:

“Ai de vós, hipócritas, que limpais o exterior do copo e do prato, mas no interior estão cheio de rapina e de iniquidade”

“Ai de vós, hipócritas! Que parecem com sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas por dentro estão cheios de podridão!”

“Guias cegos! Vocês coam os mosquitos e comem camelos”. Preocupam-se tanto com vestimentas, mas pregam heresias!

“Ai de vós, tradicionalistas hipócritas! Porque cruzam o céu em avião para fazer novos convertidos (missionários?); mas depois que ganham essa alma, fazem dele um filho do inferno, duas vezes mais preconceituoso e xiita que vocês!”

E na minha imaginação, vejo-os fazendo exatamente o que fizeram à 2 mil anos atrás: julgando, condenado e crucificando novamente o Filho de Deus!


***
(*) – Apenas à guisa de esclarecimento: o uso da palavra rabo no referido contexto, não é uma expressão desrespeitosa, ou um palavrão. Lembre-se que esta palavra foi usada no contexto do mundo animal, e animais não têm nádegas, têm rabo mesmo.

Por Leonardo Gonçalves
Fonte:pulpito Cristão
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Qual é a sua identidade?

“Se não se alimentar da Palavra – que é viva e eficaz – você não terá fé o suficiente para crer e tomar posse da sua identidade”

Quem alguma vez na vida não gastou além da conta para ter uma roupa de grife? Quem nunca comprou um produto que todos estavam consumindo apenas para fazer parte de uma elite? Quem nunca deixou de fazer o que queria para agradar alguém? Eu já fiz isso. Quantos estão vivendo praticamente sem opinião própria para não se sentirem excluídos do grupo de convívio?


São situações que parecem exageradas, mas que fazem parte do nosso dia-a-dia. Fazem parte do mundo, da igreja. Não precisava ser assim. Mas por que isso acontece? Simplesmente por uma questão de falta de fé. A ausência de fé, faz com que não tomemos posse da Palavra de Deus para nossa vida. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5.4).

Talvez você possa pensar: o que a fé tem a ver com identidade? Tudo. Porque nós vencemos o mundo pela fé – esta é dada a todo aquele que é nascido de Deus. Quando você é nascido de novo, nascido de Deus, você tem uma identidade de filho de Deus. Quando você sabe a quem serve, ou a razão pela qual vive, você passa a viver pela Palavra de Deus, pela fé e não mais pelas circunstâncias que o mundo lhe oferece. Você não precisa se esforçar para ser aceito, porque um dia houve Alguém quem o aceitou mesmo com suas imperfeições, com os seus erros e defeitos. Esse alguém se chama Jesus.

Neste momento, você que está em Cristo, precisa avaliar se está fazendo alguma diferença no mundo e na presença do Pai. Se você ainda não se entregou ao Salvador, ao Senhor Jesus.
Pense: tem valido a pena viver para ser aceito pelas pessoas? O mundo apresenta um caminho confuso sobre nossa identidade. Sem o Senhor, você não sabe quem é ou tem uma idéia errada daquilo que Deus tem para você. Se você quer mudar de atitude, apresento-lhe um caminho pelo qual o justo vive: o da fé.

Sua identidade está no Pai. A Palavra de Deus diz que assim como recebemos o Senhor Jesus, assim devemos andar nele (Cl 2.6). Se firmarmos nossas vidas nas pessoas e não na Palavra de Deus viveremos sempre em crise. Viveremos “deixando a vida nos levar”, sem objetivos. O cristão não vive em crise, mas vive em Cristo e é por isso que precisamos andar nele!

“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17). Se não se alimentar da Palavra – que é viva e eficaz – você não terá fé o suficiente para crer e tomar posse da sua identidade; uma identidade que espalha o amor do Senhor e abençoa outras vidas. Seu coração precisa ser cheio de fé para que o inimigo não domine você. Ter fé é uma escolha ao seu alcance e a Palavra de Deus é sua fortaleza.

Não se sinta inferior ou menosprezado. Não se sinta diferente. Seja você mesmo. O Senhor Jesus ama a todos nós com um amor que vai além de qualquer entendimento; é um amor que nos constrange (2Co 5.14). O amor de Deus quebra barreiras, vai além do tempo, das distâncias e das diferenças. Esse é o amor que Deus quer que experimentemos.

Aceite sua identidade de filho de Deus e tome posse dela. Não seja apenas uma criatura de Deus, mas filho – aquele que recebeu a Jesus em seu coração.

Ser filho de Deus traz mudança, pois você está em Deus e ele está em você. Não se importe com as palavras contrárias ao seu respeito, guarde em seu coração as verdades da Palavra de Deus. Você foi criado para louvor e glória do Senhor e formado pelo seu amor para ser um restaurador de veredas, alguém que vai restaurar caminhos, situações para as próximas gerações. Não procure ser aceito, mas faça a diferença. Não seja indiferente. A diferença é o meio pelo qual Deus mudará toda a sua geração.


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